Primeira – dama lança campanha “Nascer Livre para Brilhar”

A campanha denominada “Nascer Livre para Brilhar”, que visa eliminar a transmissão do VIH de mãe para o filho foi lançada hoje, sábado, no Luena (Moxico) pela primeira-dama da República de Angola, Ana Dias Lourenço.

No acto de lançamento que marcou as comemorações do Dia Mundial de Luta Contra à Sida que se assinala hoje (1 de Dezembro), Ana Dias Lourenço, disse que a intenção é de reduzir para a metade até 2022, a taxa de transmissão do VIH de mãe para o filho a nível do País.

Na ocasião, a primeira-dama da República pediu aos órgãos de comunicação social a passar informações sobre o progresso e desafios deste projecto, que deverá envolver todas forças vivas da sociedade de forma a educar as pessoas a prevenirem-se contra o HIV/SIDA e o perigo que a doença representa na sociedade.

Satisfeita com o lançamento da campanha, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, garantiu  que a acção representa um compromisso para Angola, em particular  e o mundo em geral, por visar ter um futuro com crianças a nascerem  e crescerem livres doa doença.

A  campanha, de acordo com  Sílvia  Lutucuta, vai permitir vencer o desafio assumido por Angola, que consiste em garantir que 90 porcento das pessoas que vivem com HIV/SIDA conheçam o seu estado serológico, atingindo a superação da carga viral e as que forem diagnosticadas com a doença façam convenientemente a terapia anti – retroviral.

Para a governante, se as pessoas desconhecerem o seu estado serológico, não será possível o tratamento e eliminar a epidemia que tornou – se um problema de Saúde Pública, até 2030.

A ministra da Saúde apontou que existem no País 310 mil pessoas vivendo com o HIV/Sida, das quais metade sabe que vive com a doença.

Explicou que deste número, 21 mil são mulheres  que ficaram grávidas  sem saberem do seu estado serológico e  consequentemente não beneficiaram do tratamento da prevenção da transmissão do HIV de mãe para o filho.

Face a  situação   estima-se que  nascem no País, cinco mil e 500 crianças com a patologia.

” A  efeméride serve para recordar as vítimas do Sida que na sua maioria morreram devido o estigma, descriminação, criminalização e a falta de tratamento”, disse  Sílvia  Lutucuta, apelando à sociedade  no sentido de  mudar  de comportamento e atitude para com os seropositivos.

Por seu turno, o governador do Moxico, Gonçalves Muandumba, disse que a par do Governo, toda sociedade tem a responsabilidade acrescida na luta para a diminuição da doença no País, solicitando  o envolvimento de  todos na campanha de sensibilização das mulheres para aderirem ao programa de prevenção vertical.

Ocorrido no estádio de futebol onze “Mundunduleno” da cidade do Luena, o evento foi animado com a formação por moldura humana de um laço solidário, largada de balões, dança e músicas de artistas locais e nacionais.        Angop

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