Moçambique: Programa de luta contra o extremismo religioso violento

O governo e o Conselho Islâmico de Moçambique, na África Austral, lançaram, em parceria com os Estados Unidos, um programa de combate ao extremismo religioso violento no país, no valor de 250 mil dólares.

Desde outubro de 2017, Moçambique tem lidado com a violência radical islâmica na sua região de Cabo Delgado, no extremo norte, na fronteira com a Tanzânia. Um grupo de muçulmanos radicais, os “Shebabs”, estão cometendo abusos contra civis e aldeias bem como aumentar sequestros, ataques, assassinatos de civis e membros das forças de segurança. Esses abusos já mataram quase 200 pessoas, destruíram muitas aldeias e obrigaram milhares de pessoas a migrarem. Num ataque recente em fevereiro, mataram pelo menos sete homens e sequestraram quatro mulheres.

De acordo com a Agência de Informação de Moçambique (AIM), o novo programa de combate ao extremismo religioso violento foi lançado a 30 de Março e na ocasião, todas as organizações islâmicas do país denunciaram as acções dos Shebabs, enfatizando que as suas acções não tinham nada a ver com o Islão, que defende a paz e o respeito pela vida humana. O programa deve identificar e analisar as áreas de instabilidade que levam à violação dos direitos humanos.

Restaurar a coexistência pacífica

No acto do lançamento, o Ministro da Defesa de Moçambique, Atanasio M’tumuke, exortou a todos os actores da sociedade moçambicana a identificar e denunciar aqueles que ameaçam a paz e a instabilidade em algumas comunidades do país. Ele pediu a luta contra aqueles que recrutam jovens para mesquitas e outros lugares, usando a promessa de emprego como isca.

Abdul Carimo, Secretário-Geral do Conselho Islâmico de Moçambique, acolheu este programa, esperando que seja inclusivo e aberto a todos para restaurar a paz, a harmonia e a convivência social nas comunidades.

Cath.ch/ibc/mp

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