ONU: A Santa Sé defende o direito à vida de crianças nascidas de estupro

Os filhos de violência sexual devem “como todos os outros” beneficiar o direito de nascer, exortou Dom Bernardito Auza, observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, em Nova York. O diplomata falava na sessão do Conselho de Segurança da ONU no quadro de um projeto de resolução para combater o estupro como arma de guerra, informa o Vaticano no dia 24 de abril.

Os direitos das crianças contra a violência sexual, sublinhou o diplomata com firmeza, devem ser “respeitados e garantidos”. Nós não podemos recusar-lhes “o direito de nascer”. Dom Auza reiterou a condenação da Santa Sé pelas “atrocidades inaceitáveis” que constituem as violências sexuais. Se esses crimes são cometidos por terroristas, são também de facto “exércitos regulares”, às vezes até enviados “para servir a nobre causa da paz e segurança”, denunciou.

Após esta declaração, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução no dia 23 de abril para combater o estupro em tempo de guerra por 13 votos a favor. Apenas China e Rússia se abstiveram. O projeto incluia um parágrafo que envolve oferecer “uma gama completa de cuidados de saúde, nomeadamente sexual e reprodutiva”, que prevê o aborto após estupro. Após animadas trocas, o texto foi finalmente adotado sem referência abortada.

Cath.ch/Imedia

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