Benin: Igreja na mediação do conflito para sair da crise  

Os Bispos de Benin vêm liderando desde junho do corrente ano uma mediação entre o governo e a oposição para tirar o país de uma crise política que vem ocorrendo desde as eleições legislativas de 28 de abril.

Cinco partidos da oposição foram excluídos da votação, uma vez que a Comissão Eleitoral Nacional Independente (INEC) manteve apenas os dois principais partidos que apoiavam o Presidente Patrick Talon. Esta é a festa dos progressistas e dos republicanos.

Depois das eleições, a violência ocorreu em Cotonou, a capital, onde pelo menos quatro pessoas foram mortas, segundo a Aministia Internacional. Esses distúrbios ocorreram depois que a oposição se recusou a admitir a vitória do campo presidencial. Durante o confronto, o ex-presidente da República e membro da oposição influente, Thomas Boni Yayi, foi colocado em prisão domiciliar.

Diante dessa situação, a Conferência Episcopal do Benim (CEB), já preocupada com o clima pré-eleitoral, ofereceu sua mediação no início do mês de Maio. Ela pediu aos actores políticos que mostrem prova do “sacrifício e amor à pátria”. Depois de aceitação da oferta de mediação, os bispos reuniram-se sucessivamente no campo presidencial, depois da oposição.

No passado dia 24 de junho, os bispos receberam na sede da Conferência Episcopal várias delegações de líderes da oposição.

(Cath.ch/ibc/rz)

 

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