Incêndio na Amazónia: Líderes da Igreja afirmam ser crise internacional

Os incêndios na região amazônica devem ser tratados como uma crise nacional e internacional, afirma o Secretário Geral do Conselho Mundial de Igrejas Rev. Dr Olav Fykse Tveit.
“É uma profunda catástrofe ecológica, política e moral se a humanidade não puder cuidar desses enormes bens para a nossa vida comum neste planeta”, disse Tveit na Terça-feira (27.08).

De acordo com o líder ecuménico mundial, “É uma questão de nossa responsabilidade perante Deus, nosso Criador, e, portanto, também uma questão espiritual”. Tveit apontou que a situação na floresta amazônica é uma preocupação de muitas Igrejas e será o tópico de um Sínodo do Vaticano em Outubro.

A floresta amazônica brasileira registrou um número recorde de incêndios este ano. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais disse que seus dados de satélite mostraram um aumento de 84% durante o mesmo período em 2018.

A maior floresta tropical do mundo, a Amazônia, é uma reserva vital de carbono que diminui o ritmo do aquecimento global. Também abriga cerca de três milhões de espécies de plantas e animais e um milhão de povos indígenas.

O Bispo Dr. Heinrich Bedford-Strohm, Presidente do Conselho da Igreja Evangélica da Alemanha, expressou preocupação e tristeza pelos recentes relatórios sobre a situação da floresta tropical no Brasil.

Bedford-Strohm descrevendo os incêndios como “um espelho de uma mudança de política em direcção a uma diminuição da proteção das florestas devido aos interesses económicos de alguns”.

“Apelo fortemente àqueles que têm responsabilidade política, tanto no Brasil quanto no mundo, que façam tudo ao seu alcance para deter os incêndios e impedir novos incêndios no futuro”, afirmou o Presidente do Conselho da Igreja Evangélica da Alemanha.

Para ele, “a distribuição de riqueza e o cuidado com a integridade da nossa terra não são objectivos concorrentes, mas são pré-requisitos para uma vida realizada e os cristãos devem permanecer na primeira linha na luta para alcançar os dois”, concluiu Bedford-Strohm.

Na quinta-feira (22.08), os membros ecuménicos da ACT Alliance no Brasil também expressaram sua preocupação com a Amazônia, afirmando que parte do compromisso ecuménico é “a protecção da sociobiodiversidade da criação e a defesa de organizações da sociedade civil e movimentos sociais que repudiam um projeto político da morte”, lê-se na mensagem.

WCC News

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