Jovens africanos ansiosos a enfrentar os desafios

Os jovens clérigos, teólogos e leigos africanos estão ansiosos por se envolver com as questões desafiadoras que os continentes e o mundo enfrentam. Isso ficou claro numa recente competição de ensaios para autores com menos de 35 anos organizado pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI) em parceria com a Conferência de Igrejas de toda a África (CITA).

O concurso de redacção, parte da Peregrinação de Justiça e Paz do CMI, enfocou o contexto africano.
A competição vinculada à Agenda 2063 intitulada: A África que queremos e a resposta da CITA “A África pela qual oramos”, incentiva os jovens autores a não apenas orar, mas também a fazer análises sociais e sugerir soluções para os desafios da região em torno dos temas de peregrinação de Verdade e Trauma, Terra e deslocamento, Justiça de género e Justiça racial.

Os ensaios seleccionados farão parte de uma publicação regional africana sobre a peregrinação, que será lançada ainda este ano. A Dra. Isabel Apawo Phiri, Assistente do Secretário Geral do CMI para as Testemunhas Públicas e Diakonia e Collins Kudakwashe Shava, Secretário Executivo da Juventude da CITA serão os editores que trabalham com jovens talentosos.

De várias respostas recebidas e avaliadas, Isabel Phiri anunciou os resultados no dia 8 de Janeiro elogiando o alto padrão de contribuições: “Recebemos muitos ensaios bem escritos, o que por si só é um sinal de esperança na capacidade da juventude africana de articular os sinais de nossos tempos na África e propor soluções “.

Os ensaios celebram a diversidade do continente e reflectem as tradições, contextos e perspectivas da Igreja dos autores cujos participantes não eram apenas cristãos membros do CMI, mas sim, os membros e clérigos da Igreja Católica Romana e das Igrejas carismáticas apresentaram também fortes contribuições. Nenhuma contribuição focou directamente ao racismo. No entanto, questões relacionadas a terra e deslocamento receberam muita atenção.

A Peregrinação de Justiça e Paz apela às Igrejas para que defendam a justiça e a paz e protejam a dignidade dos seres humanos.

Os resultados deste concurso de ensaios deixam claro que os jovens da África ouviram esse apelo e a publicação dos mesmos em “A África pela qual oramos em peregrinação de justiça e paz” continuará ampliando esse apelo – na África e internacionalmente.

Cerca de 13 autores provenientes do Togo, Zâmbia, RD Congo (2), Ruanda (2), Kénia, Nigéria, Lesoto, Zimbabwe (2), Etiópia, África do Sul, participaram na recente competição de ensaios para autores organizado pelo Conselho Mundial de Igrejas em parceria com a Conferência de Igrejas de toda a África.

WCC News

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *