República Centro-Africana: Bispos pedem respeito pelos acordos de paz  

Os Bispos da República Centro-Africana apelaram a vários grupos armados para “consistência e respeito por compromissos sinceros”, a fim de acabar com as hostilidades no país e também denunciaram a perda de “grandes valores” de unidade, dignidade, trabalho, respeito, solidariedade e honestidade a favor de ganhos fáceis e interesses pessoais.

A Conferência Episcopal da África Central que reúne os oito bispos do país, esteve em sessão ordinária, de 6 a 12 de Janeiro de 2020, no contexto da celebração dos 125 anos de evangelização na República Centro-Africana.

Na sua declaração final, a conferência episcopal lembrou que, entre os grupos armados, alguns aderiram ao “espírito e respeito” do Acordo Político de Paz e Reconciliação na República Centro-Africana (APPR-RCA), assinado em Bangui, a capital, a 6 de fevereiro de 2019, pelo Governo e 14 grupos armados. Seguiu-se às negociações realizadas em Cartum, Sudão, de 24 de janeiro a 5 de fevereiro de 2019, sob os auspícios da União Africana (UA) e com o apoio das Nações Unidas (ONU).

 

Este acordo prevê vários pontos, incluindo a evacuação de prédios administrativos ocupados pelos rebeldes, a rejeição da violência como meio de expressão política ou mesmo o respeito aos direitos humanos.

Apesar do acordo, o país continua a enfrentar altos níveis de insegurança e conflitos violentos entre grupos armados em grande parte do território, indicaram vários relatórios de organizações humanitárias internacionais no terreno.

Os bispos da África Central confirmaram essa tendência, deplorando em sua declaração que os grupos armados continuam recrutando, conquistando novos territórios, abusando e explorando ilegalmente os recursos naturais, além de manter obstáculos.

Cath.ch/ibc/ag/rz

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