Conferência de Imprensa: “O combate contra malária começa comigo”  

As Igrejas evangélicas (protestantes), católica e outras religiões são chamadas a engajarem-se na luta contra a malária como forma de eliminar essa doença no país obedecendo o lema “O combate contra malária começa comigo”. A conferência de imprensa realizada Quinta-feira, 5 de Março, em Luanda, foi encabeçada pela Revª Deolinda Dorcas Teca, Secretária Geral do CICA, Dom André Soares, Bispo da Diocese de Angola da Igreja Anglicana e o Senhor Eusébio Amarante, Director Geral de Caritas de Angola.

A Revª Deolinda disse na ocasião, foi em 2011 que Angola abraçou o convite da Flowers Foundation (organização não governamental americana) para associar-se com as Igrejas da África Austral, nomeadamente, Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe, na luta contra malária, uma realidade que acontecia noutros países.

“Com esta aceitação, realizamos em 2016 a conferência internacional sobre a contribuição da Igreja na promoção da saúde comunitária e em Dezembro de 2019, o Iº encontro inter-religioso que procurou reflectir o papel da Igreja na luta contra a malária, VIH e SIDA e outras endemias”, realça a representante do CICA cujos resultados levaram a constituir no passado dia 14 de Fevereiro, o Comité Inter-Eclesial da luta contra malária no encontro que reuniu as Igrejas membros do CICA, Aliança Evangélica de Angola (AEA) e a Igreja católica.

Segundo a Reverenda Deolinda, o Comité congratula-se pelos esforços que os governos a nível dos países da região levam no combate a malária bem como reconhece também o engajamento das denominações religiosas a nível de Angola. “Nesse projecto gostaríamos engajar a liderança religiosa bem como os líderes tradicionais e de outras franja da sociedade por ter poder de autoridade de influenciar os comportamentos nas respectivas comunidades”, disse acrescentando ser um trabalho conjuntural com as outras religiões no país.

A líder da grande família ecuménica angolana realçou ainda, nesse projecto precisa-se primeiro olhar na formação da liderança religiosa o que levará a criar um plano de acção para um amplo engajamento das comunidades nos diferentes sectores.

Cura espiritual e física, tarefa da Igreja 

Por seu turno, Dom André Soares, Bispo da Diocese de Angola da Igreja Anglicana sublinha que, a Igreja está comprometida em seguir os passos do seu Senhor e Mestre, Jesus Cristo, que para além de pregar o Evangelho, interessou-setambém na cura física das pessoas. “Depois de termos vencido o conflito armado em 2002, temos agora uma luta feroz de um inimigo comum que coabita conosco cujo nome é mosquito. Ele é muito pequeno mas suas acções são fortes e preocupantes”.

Para o líder da Igreja anglicana, uma acção conjunta de toda a comunidade com os esforços do Governo podemos sim prevenir e eliminar a malária não só no nosso país mas também aos nossos vizinhos da região, porque o mosquito segundo indicou “não precisa de visto e nem tão pouco  passaporte. Ele voa a partir da fronteira de um país a outro a seu belo prazer”. De acordo com as suas palavras, não podemos dormir enquanto a malária existir e o nosso desafio enquanto Igreja é de vencer esta luta até 2030, segundo a meta da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral e da União Africana (UA).

Recorda-se, a conferencia de imprensa é o folow-up (sequência) da mesa redonda que reuniu no final do mês de Fevereiro, em Livingston, Zâmbia, representantes das Igrejas e dos Ministérios da Saúde de Angola, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwé. Angola foi representada pela Revª Deolinda, Bispo Soares, Sr Eusébio Amarante e o Director Nacional do Programa da Luta Contra a Malária do Ministério da Saúde.

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