COVID-19: Oração e Jejum: Revº Deolinda convida cristãos e muçulmanos a recitar “Pai nosso”

A Secretária Geral do CICA, Revª Deolinda Dorcas Teca, convidou os fiéis angolanos pertencentes as Igrejas cristãs e das mesquitas muçulmanas a unir-se em oração recitando juntos, a oração dominical que Jesus Cristo ensinou aos seus discípulos, o “Pai nosso que está nos céus”.

A oração como óbvio encerrava as actividades do culto ecuménico de oração e jejum nacional para prevenção da Covid-19, realizado no Domingo de Páscoa (12 de Abril) no templo central de Luanda da Igreja Metodista Unida cujo surto do novo coronavirus foi declarado ser pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O culto transmitido em directo pela televisão pública (TPA), rádio nacional (RNA) bem como as rádios de frequência modulada da Ecclésia (católica), Esperança (tocoista) e Kairós (metodista), foi uma bênção o que facilitou os fiéis confinados nas suas residências seguir palmo a palmo o programa organizado pela Comissão Inter-religiosa de Combate Emergencial da Coronavirus.

Durante quarto horas de emissão, o culto revelou-se algo extraordinário na vida de cristãos e muçulmanos uma vez que foi bom ouvir louvores e oração a Deus feitas em línguas nacionais e árabe acompanhados com acto de confissão nacional, homilia, litania de acção de graças, súplicas, leitura e meditação da palavra de Deus.

Os 15 líderes religiosos ligados a Igreja católica, CICA,  Aliança Evangélica de Angola (AEA), Conselho de Igrejas de Reavivamento (CIRA) bem como Igrejas independentes reunidos naquele culto ecuménico transmitiram aos radio-ouvintes e telespectadores que Deus é poderoso, capaz de solucionar qualquer problema que aos olhos do homem não tem resposta.

No decorrer do culto realizado no quadro dos esforços de prevenção e combate à Covid-19, foram cumpridas segundo as normas das autoridades sanitárias do país, todas as condições de biossegurança, higiene, meios de protecção individual e o distanciamento social recomendado.

A Revª Deolinda recordou na ocasião, o culto ecuménico foi autorizado pelo Chefe do poder executivo de modo que não violou de maneira nenhuma o Decreto Presidencial do Estado de Emergência cujo artigo 25 suspende todos os cultos e celebrações religiosas na dimensão colectiva.

A cerimónia para além de líderes religiosos, contou com apoio de profissionais da delegação provincial de saúde, músicos gospel da nossa praça e o Director do Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos, Dr Castro Maria.

A comissão inter-religiosa de combate emergencial da pandemia da coronavírus teve como porta-voz o padre católico, Celestino Epalanga.

Mais vozes a favor do culto

No final do culto, o Flash de Notícias registou muitas vozes a nível do país e do além-mar que louvaram a iniciativa das Igrejas e da comunidade Muçulmana em Angola pela pronta resposta em oração a Deus o que os fiéis sempre acreditam na palavra estampada no livro de II Crónicas 7:14 que sublinha:  “E se o meu povo  que se chama pelo meu nome se humilhar e orar e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus e perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra”.

Alguns disseram mesmo foi momento inédito na vida do país congregar cristãos e muçulmanos no mesmo templo para interceder a favor da Nação, em particulares dos doentes, profissionais de saúde e outros envolvidos nas campanhas de prevenção e combate à Covid-19, o surto que iniciou na cidade de Wuham, China, de onde ninguém pensava que se tornaria, em pouco tempo, numa pandemia capaz de abalar culturas e hábitos, entre os quais, a celebração da Páscoa.

Por força do Decreto Presidencial sobre o Estado Emergência (distanciamento social) não foi possível congregar todos líderes religiosos ao respectivo culto. No entanto, as Igrejas foram representantadas por 15  líderes indicados pela Comissão Organizadora.

Salienta-se que, desde o surgimento da pandemia no mundo, o país já registou até a publicação desta informação com 30 casos positivos.

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